Audio Digital

O SOM

O som é uma vibração do ar, isto é, uma sequência de sobrepressões e depressões do ar em relação a uma média, que é a pressão atmosférica. A maneira mais simples de reproduzir um som actualmente é fazer vibrar um objecto. Desta maneira, um violino emite um som quando o arco faz vibrar as suas cordas, um piano emite uma nota quando se bate uma tecla porque um martelo vai bater numa corda e fazê-la vibrar.
Para reproduzir sons, utilizam-se geralmente altifalantes, estes propagam o som de uma forma longínqua.

O facto de conseguirmos distinguir os diferentes sons deve-se às suas características , ou atributos:
– Altura
– Intensidade
– Timbre

ALTURA
Característica que permite distinguir um som agudo ou alto de um som grave ou baixo.
Esta característica está relacionada com o número de vibrações em cada unidade de tempo, isto é, com a frequência de vibração das ondas sonoras.
Assim:
– quanto maior for a frequência da onda sonora, mais agudo ou alto será o som;
– quanto menor for a frequência da onda sonora, mais grave ou baixo será o som.


INTENSIDADE
É a característica que nos permite distinguir um som fraco de um som forte.
A intensidade do som é uma característica que está relacionada com a amplitude das ondas sonoras.
Assim:
– quanto maior for a amplitude da onda sonora, mais forte será o som;
– quanto menor for a amplitude da onda sonora, mais fraco será o som.
Então, juntando estas duas características temos:

TIMBRE
O timbre é a característica que nos permite distinguir dois sons com a mesma altura e a mesma intensidade, produzidos por fontes sonoras diferentes.

Áudio digital: frequência de amostragem, bits por amostra e critério de Nyquist.

Frequência de amostragem:
A frequência de amostragem é o número de amostras extraidas da forma de onda original, num segundo. Quanto maior for a taxa de amostragem, melhor será a aproximação à onda original.

Bits por amostra:

O som é representado por uma sequência de amostras, com espaços no tempo. Essas amostras são representadas com números, em formato digital que, por sua vez, consiste num código, chamado código binário, em que os números são representados por uma sequência de bits.
Um bit pode apenas apresentar o valor ’0′ ou o valor ’1′, retratando dois estados possíveis: ligado ou desligado. Portanto, se usarmos apenas um bit, temos a capacidade de mostrar dois números. Se acrescentarmos mais um bit, o número de combinações possíveis dobra: “00”, “01”, “10” ou “11”, o que significa que já podemos exprimir 2×2= quatro números.
Assim, quantos mais bits forem usados, maior será a precisão ou resolução do processo de amostragem.

Critério de Nyquist:

A frequência de amostragem limita o grupo de frequências que o sinal sonoro pode conter a captar. Segundo o critério de Nyquist, a frequência de amostragem de um sinal analógico, para que possa depois ser reconstituído com o mínimo de perda de informação, deve ser igual ou maior a duas vezes a maior frequência do espectro do respectivo sinal.
Portanto, para um sinal com frequências até 8000 Hertz, é necessário que a taxa de amostragem seja maior ou igual a 16000 Hertz. Por exemplo, nos sistemas baseados em Compact Disc Audio (CD), a taxa de amostragem é de 44100 Hertz (44100 amostras por segundo), visto que a frequência máxima que um ouvido humano pode captar é de cerca de 20000 Hertz.

Dispositivos para captura, processamento e reprodução de som digital.

O som digital, ou áudio digital, consiste na representação digital de uma onda sonora por meio de código binário. O processo que envolve, na captação ou gravação, a conversão do som analógico para digital e, na reprodução, a conversão do som digital para analógico permite que o som seja armazenado e reproduzido por meio de um CD, MiniDisc ou DAT, de bandas sonoras de filmes digitais, de arquivos de áudio em diversos formatos, como WAV, AIFF, MP3, OGG, e de outros meios.

O som digital é produzido através da amostragem de um sinal contínuo criado por uma fonte sonora. Este sinal analógico é novamente obtido do fluxo através de um conversor D/A que gera um sinal eléctrico de saída que poderá ser conduzido para umas colunas ou amplificador.
O som pode ser guardado como ficheiros Digitais através de Processamento Digital de Som.
Amplificador é um equipamento que utiliza uma pequena quantidade de energia para controlar uma quantidade maior. Assim o volume de som aumenta.

Noções de codificação e compressão de som digital:

Formatos de ficheiros de audio

Existem inúmeros ficheiros de áudio diferentes. O formato de áudio descreve a estrutura de um ficheiro desse tipo. Os formatos de áudio com mais expressão são WAVE, WMA, MP3, AAC e Ogg-Vorbis. É preciso distinguir entre ficheiros comprimidos e não comprimidos. Estes últimos ainda podem ser divididos entre os de formato sem perdas e com perdas.

CODEC sem compressão e com compressão

Os codecs que codificam o som com compressão podem ser com ou sem perdas.
Aqueles que comprimem o arquivo sem modificar o som ou imagem originais tratam-se de uma compressão sem perdas. Assim, se o arquivo for descomprimido, o novo arquivo será igual ao original. Esse tipo de codec normalmente gera arquivos codificados que são entre 2 a 3 vezes menores que os arquivos originais. São muito utilizados em rádios e emissoras de televisão para manter a qualidade do som ou imagem. O flac, shorten, wavpack e monkey’s audio, são exemplos desses codecs de som.
Os codecs com perdas codificam o som originado uma perda de qualidade com a finalidade de alcançar maiores taxas de compressão. Essa perda de qualidade é pensada juntamente com a taxa de compressão para que não se tornem imperceptíveis. Os codecs com perdas foram criados para comprimir os arquivos de som ou imagem a taxas de compressão muito altas. Por exemplo, o Vorbis, o Mp3 e o WMA são codecs de som que facilmente comprimem o arquivo em 10 a 12 vezes do seu tamanho original.

Tipos de som: ruído, fala, música e silêncio

Ruído

Para “nós” palavra ruído significa barulho, som ou poluição sonora não desejada. Já na electrónica, o ruído pode ser associado à percepção acústica. De forma parecida a granulação de uma foto, quando evidente, também tem o sentido de ruído. No processamento de sinais o ruído pode ser entendido como um sinal sem sentido (de uma forma aleatória) sendo importante a relação Sinal/Ruído na comunicação. Na Teoria da informação o ruído é considerado como portador de informação.
O ruído faz-se presente nos estudos de Acústica, Cibernética, Biologia, Electrónica, Computação e Comunicação.

Fala

A fala é a forma dominante da comunicação entre seres humanos que suporta todos os idiomas falados.
É possível converter um texto em fala. Um tipo particular de “síntese de fala” refere-se à conversão de texto para fala.
O conteúdo semântico da fala pode ser reconhecido pelo computador, este processo designa-se por “reconhecimento da fala”. Porém, a interpretação de uma sucessão de palavras com o objectivo de fazer com que o computador entensa o significado de idiomas falados é um processo muito mais complicado, que se designa por “compreensão da fala”.

Música

Apesar de ser intuitivamente conhecida por qualquer pessoa, é difícil encontrar um conceito que abranja todos os significados para a música. Mais do que qualquer outra manifestação humana, a música contém e manipula o som respectivamente com o tempo. Talvez seja por essa razão que ela esteja sempre a fugir a qualquer definição, pois quando procuramos alguma, a música já evoluiu. A música não pode ser completamente conhecida e por isso a dificuldade em enquadra-la num conceito simples. A música também pode ser definida como um conjunto em que se utiliza a voz, instrumentos musicais e outros artifícios, para expressar algo a alguém.

O silêncio e o som

O silêncio é a ausência de som. No entanto, podemos distinguir dois tipos: o silêncio, ausência de som e o silêncio como forma de comunicação.

Composição Áudio e Sonoplastia

Uma composição áudio é um trabalho que é executado por um compositor. Normalmente quando se fala em composição áudio, fala-se em composição musical, que é uma peça original de música feita. A composição pode ser preservada na memória ou através de um sistema de escrita e/ou notação. As composições podem ser feitas para a voz de uma pessoa, geralmente contendo letras, assim como para instrumentos musicais.Numa composição musical, o compositor deve ter conhecimento da teoria musical e das características do género musical para o qual a música vai ser composta. Essa escolha determina, o ritmo, a instrumentação utilizada e a duração da composição, etc. As composições áudio podem ser publicadas sob a forma de partitura ou sob alguma outra forma de notação.
Quando um sistema de notação não é utilizado, a composição é transmitida por repetição e memorização.

Anúncios
Publicado em Não categorizado | Deixe um comentário

Auto-retrato

Dá-se o nome de auto-retrato, quando o retratista procura descrever o seu aspecto e o seu carácter, revelando o que captou da expressão mais profunda de si mesmo. O auto-retrato constitui um exercício que permite revelar traços do criador artista. No auto-retrato, o artista procura mostrar-se (ou descobrir-se) de uma forma mais nítida, mais verdadeira e intima e pode mesmo não gostar daquilo que vê, pode não aprovar, e, por isso, pode modificar a imagem que encontrou de si.

Muito usado na pintura, na literatura ou na escultura, o auto-retrato nem sempre representa a imagem real da pessoa, mas sim como o artista se vê: aceita e assume ou tenta mudar e isso depende de cada pessoa ou mesmo de cada momento.

Alguns artistas afirmam que existe sempre algum temor em cada auto-retrato, pintura, fotografia ou escultura. Teme-se a análise introspectiva, teme-se o conhecimento que ultrapasse a barreira da fantasia, que faça desmoronar um ideal.

Descrição objectiva  –  a reprodução da personagem em causa é fiel, isto é, os aspectos caracterizados são descritos de acordo com a realidade. Pelo contrário, numa descrição mais subjectiva, a personagem é descrita de acordo com a sensibilidade do observador, isto é, da maneira como este a vê e sente.

Prespectiva geral – a personagem  é apresentada, globalmente, através dos seus traços dominantes. Em contrapartida, a personagem descrita numa perspectiva mais pormenorizada é apresentada a partir dos seus traços particulares distintivos, relativos ao aspecto físico, aos sentimentos e ao comportamento desta.

A caracterização de uma personagem pode ser feita numa perspectiva fixa e estática como se estivéssemos a ver uma fotografia ou, pelo contrário, numa perspectiva mais dinâmica como se estivéssemos a assistir a um filme. Estas duas perspectivas dependem da presença/ ausência de movimento. No caso do auto-retrato recriado através de uma imagem, o movimento é reconhecível, por exemplo, a partir dos gestos da personagem e, no caso da descrição verbal do auto-retrato, este é conseguido, por exemplo, a partir dos verbos de acção (movimento).

Assim, um auto-retrato é um retrato, uma imagem, que o artista se faz de si mesmo.

Exemplos de Auto-retratos:

 

Publicado em Não categorizado | Deixe um comentário

Desenho, pinturas digitais e scanner

Desenho Digital
O desenho digital é feito a partir de ferramentas que imitam as produzidas tradicionalmente. Por vezes é concebido de uma maneira tão perfeita que é confundido com a arte tradicional e feita de forma manual.

Scanner
O scanner é um dispositivo que tem como finalidade digitalizar fotos, imagens, mapas, textos para o computador. O scanner faz varreduras na imagem física concebendo impulsos eléctricos através de um captador de reflexos.

 

 

 

 

          Camara fotográfica digital
A câmara fotográfica digital serve para capturar imagens. Ao invés de utilizar a película fotossensível (filme) para o registro das imagens, que requer, posteriormente à aquisição das imagens, um processo de revelação e ampliação das cópias, a câmara digital registra as imagens através de um sensor que entre outros tipos podem ser do tipo CMOS ou do tipo CCD, armazenando as imagens em cartões de memória. Uma câmara pode suportar um só ou vários tipos de memória, sendo os mais comuns: CompactFlash tipos I e II, SmartMedia, MMC e Memory stick e SD.

 

 

 

Publicado em Não categorizado | Deixe um comentário

Codificação de imagem

Compreensão de imagens:

Uma abordagem interessante é a usada na compressão de imagens monocromáticas. Nessas imagens cada pixel é representado por apenas um bit. Assim o arquivo pode ser armazenado como uma lista dos tamanhos das sequências alternadamente de pixels brancos e negros sem precisar indicar qual o valor da próxima sequencia. Caso o primeiro pixel não seja da cor branca, o primeiro valor armazenado é o 0, indicando uma sequencia de tamanho 0 de pixels brancos.

Em imagens de tons de cinza uma abordagem mais tradicional tem de ser adotada pois cada pixel pode variar em geral, entre os 256 valores de um byte. Usa-se nesse caso um caractere de escape ou alguma técnica similar à do MNP5. Para a escolha de um caractere de escape uma das cores menos freqüentes é eliminada da imagem sendo substituída por um dos tons de cinza próximos. Por exemplo elimina-se o tom de cinza 255, sendo este substituído pelo 254, e o símbolo correspondente a 255 será usado como caractere de escape.

Em imagens coloridas as cores são representadas como intensidades de Vermelho, Verde e Azul (sistema RGB) e para efeitos de compressão são tratadas como 3 imagens comprimidas separadamente. Assim emprega-se as mesmas técnicas das imagens em tons de cinza para cada “banda” de cor da imagem colorida (comprime-se separadamente o Vermelho, o Verde e o Azul da imagem, juntando tudo após a descompressão).

Publicado em Não categorizado | Deixe um comentário

Noção de pixel e cores digitais

Pixel é a aglutinação de Picture e Element, e significa elemento de imagem. Por outras palavras, um pixel é o menor ponto que forma uma imagem digital, sendo que o conjunto de milhares de pixels forma a imagem inteira. 

Os modelos gráficos e as imagens em aplicações multimédia podem utilizar a cor. A cor, é um fenómeno muito complexo. Assim os processos usados na representação de imagens digitais são também complexos, pelo que se tem de conjugar o conhecimento técnico com a sensibilidade artística.

A cor é uma sensação subjectiva, produzida no cérebro em resposta à presença de luz. Assim, a cor de um objecto não existe no objecto em si, mas na luz que incide e que é reflectida ou transmitida por esse objecto.

Os dois modelos mais usados são o RGB (Red, Green and Blue) e o CMYK (Cyan, Magenta, Yellow and Back). O primeiro é bom para imagens a visualizar em ecrãs enquanto o segundo é bom para imagens a imprimir.

Publicado em Não categorizado | Deixe um comentário

Introdução à Multimédia

Multimédia sentido lato 

O termo multimédia pode referir-se a:

– Comunicação visual (forma de comunicação constituída por vários meios, para transmitir uma mensagem ) ; Vários intermediários entre as fontes e o destino da informação; Vários acessos que armazenam a informação, transmitida, apresentada ou também recebida.                                                    

Mas assim, consideraríamos como multimédia um jornal (que apresenta informação por intermédio de vários meios, tais como o texto e as ilustrações) ou uma televisão (que constitui sons e texto com imagens em movimento).

Analisando também um outro conceito associado ao conceito lato de multimédia não digital, o teatro grego, por exemplo, pode também ser considerado multimédia, por apelar a vários sentidos simultaneamente.

O que se evidencia hoje em dia é como o conceito multimédia, é utilizado para se referir única e exclusivamente à digital, excluindo a não digital.

Multimédia sentido restrito

 Mas o que se pretende é um sentido mais específico, relacionado com o tratamento e armazenamento de informação digital, isto é, informação digitalizada, controlada, processada e mediada pelo uso do computador.

 Deste modo, não é só o facto de se combinarem vários meios audiovisuais que define o que é multimédia (assim um jornal, televisão, peça de teatro ou cinema eram também considerados -como já tinha referido -; não são porque não são digitais.) É necessário pelo menos um tipo de media estático (textos, gráficos ou imagens) e um tipo de media dinâmico (vídeo, áudio ou animação) logo os sistemas e aplicações multimédia combinam os seguintes tipos de informação multimédia : Textos, Gráficos, Imagens, Vídeo, Animação e Áudio .

Publicado em Não categorizado | Deixe um comentário

Para que serve este Blog ?

Neste blog pretendo publicar os trabalhos práticos realizados ao longo do ano a Of. MultimediaB, bem como as pesquisas de conteúdos teóricos e trabalhos artísticos relacionados com a área da Multimedia  que servirão de suporte e inspiração ao meu trabalho prático.

Ana Margarida Tavares, Nº 2, 12º 7 – Escola Secundária Dr. Manuel G. Almeida, Espinho.

 

Temas de trabalhos pesquisados:

Fotografia Digital; Música electrónica; Vídeo Digital, Animações, Projectos Multimédia.

Sub-temas:

Vídeo-arte; Animação 2d e 3d; Performance;
Digital Performance; Arte interactiva; Digital Art;
Documentários; Instalações interactivas; Música electrónica;
Instalações multimédia; Dança Contemporânea; Fashionable Technology, etc.

Temas das pesquisas teóricas:

 Introdução ao Multimédia Digital; Imagem Digital; Som Digital; Vídeo Digital; Animação; Integração multimédia.

Publicado em Para que serve este Blog ? | Deixe um comentário